GPU

Como escolher sua placa de vídeo

8 min de leitura

Num PC gamer, a placa de vídeo (GPU) é quase sempre a peça que mais define sua experiência — e também a que mais pesa no orçamento. Escolhê-la bem é a diferença entre pagar a mais por potência que você não vai usar, ou ficar aquém e ver seus jogos travarem. A chave para acertar é mais simples do que parece: comece pelo seu monitor.

O ponto de partida: em que resolução você joga?

A resolução do seu monitor é o que mais manda na hora de escolher a GPU. Quanto mais alta, mais trabalho para a placa, e portanto mais potente (e cara) ela precisa ser. Existem três degraus:

  • 1080p (Full HD): a resolução mais comum e acessível. Pede menos da GPU, então você tem bom desempenho com placas de entrada.
  • 1440p (2K / QHD): o "ponto ideal" atual — parece bem melhor que 1080p sem as exigências do 4K. Precisa de uma GPU intermediária.
  • 4K (Ultra HD): a máxima qualidade de imagem, mas quadruplica o trabalho em relação ao 1080p. Só faz sentido com GPU topo de linha.

A regra de ouro: não compre uma GPU para 4K se seu monitor é 1080p — você estaria pagando por potência que a tela não consegue mostrar. E ao contrário, uma placa de entrada vai sofrer num monitor 4K.

A VRAM: a memória da placa

A VRAM é a memória própria da placa de vídeo, medida em GB. Ela é usada para guardar as texturas e dados do que está sendo desenhado. Se você ficar aquém, aparecem travamentos ou texturas embaçadas, principalmente em resoluções altas.

Como referência para 2026:

  • 8 GB: suficiente para 1080p na maioria dos jogos, e perfeito para esports (Valorant, CS2). Em 1440p com qualidade alta já começa a ficar apertado em alguns títulos exigentes.
  • 12 GB: confortável para 1440p sem preocupações.
  • 16 GB ou mais: o que o 4K pede com tranquilidade, e também útil se você também edita vídeo ou trabalha com 3D.

Uma dica que muitos montadores dão: se você quer que seu PC dure vários anos, escolha a VRAM pensando um degrau acima da sua resolução atual. Se hoje você joga em 1440p, mire numa placa com VRAM folgada caso mais adiante você pule para 4K.

Espaço publicitário

Exemplos concretos por nível

Para colocar tudo isso em prática, assim se traduz em placas reais desta geração:

  • Para 1080p: uma RTX 5060 (8 GB) atende de sobra e é a porta de entrada.
  • Para 1440p: a RTX 5070 (12 GB) é o ponto ideal, com margem para tudo em alta qualidade.
  • Para 4K: a RTX 5080 (16 GB) dá o salto para o 4K com folga.

Do lado da AMD, a linha Radeon RX 9000 oferece alternativas equivalentes em cada nível, muitas vezes com mais VRAM pelo mesmo preço — vale a pena comparar.

Não se esqueça da fonte de alimentação

Cada placa consome uma certa quantidade de watts, e você precisa de uma fonte que a alimente com margem. Como guia geral desta geração: uma RTX 5060 combina bem com uma fonte de 550 W, a RTX 5070 com 650 W, e a RTX 5080 com 850 W. Se você escolher uma GPU potente com uma fonte pequena, o sistema pode desligar sob carga. Nosso configurador calcula isso por você e avisa se a fonte fica aquém.

O equilíbrio com o processador

Uma GPU potentíssima com um processador muito fraco não rende ao máximo: o CPU "freia" a placa. É o que se chama gargalo. A ideia é equiparar faixas: uma GPU de entrada combina bem com um CPU de entrada, uma GPU topo de linha pede um CPU à altura. Não precisam ser idênticos em nível, mas não deve haver um abismo entre eles.

Monte sua build ao redor da GPU ideal

No configurador você pode escolher sua placa e ver na hora qual fonte ela precisa e se o resto das peças acompanham.

Ir para o configurador